Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Contato Consciente

"Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade". - 11º Passo de AA

"Procuramos através da meditação, de momento a momento, examinar a nossa mente, nosso coração, nossas tendências de pensar, de sentir e de agir — examinando a realidade que somos, e não o que deveríamos ser ou o que pensávamos ser."



Há aspectos tão imponderáveis do pensamento, certos matizes de emoção tão sutis que geralmente não lhe damos a atenção no decorrer da vida diária; todavia, são precisamente estas as experiências como sem importância que devemos utilizar, cultivar e desenvolver. O estudante deverá nelas se concentrar a qualquer momento em que apareçam, esforçando-se por entregar-se a elas por inteiro. Nesses estranhos momentos descobrirá o que quase poderia chamar o "seu segundo eu"; talvez sejam raros ou só apareçam em intervalos irregulares; contudo, a existência desses instantes é uma prova manifesta de que algo EXISTE, de fato, EM NÓS,

Esses momentos de êxtase dão uma chave para A VERDADEIRA NATUREZA DO HOMEM. Em cada um de nós existem numerosas fontes desconhecidas e inaproveitadas de paz e de sabedoria espiritual. De vez em quando nos vêem os murmúrios desse segundo eu, murmúrios que nos incitam à prática do autodomínio, a tomar o caminho superior e a transcender o egoísmo. Devemos prestar muita atenção a esses sussurros e aproveitar esses momentos raros. São lampejos daquilo que podemos chegar a ser. Se essas ocasiões de percepção espiritual pudessem se prolongar, alcançaríamos a verdadeira felicidade. Com efeito, HÁ ALGO que ocasionalmente SE FAZ SENTIR desta maneira NAS MISTERIOSAS PROFUNDEZAS DA ALMA. Não sabemos o que é, mas sabemos saber o que diz. "Tudo que há de melhor em ti, ISSO sou" — é a sua voz silenciosa: É una conosco, e contudo sagrada e posta à parte. A finalidade dos exercícios de repouso mental é fazer INGRESSAR NA REGIÃO OCULTA, que os psicólogos chamam o inconsciente. 

A resposta da intuição despertando tanto pode vir no decorrer de primeiro exercício que se faça, como só depois de semanas ou meses de prática diária. O estudante que dominou completamente todos os estágios anteriores, está agora em condições de se beneficiar notavelmente da ajuda de um ADEPTO GENUÍNO, que agora pode fazer-lhe vir rapidamente a intuição por meio de certos métodos secretos. Se lhe for impossível ou impraticável o encontro de um tal ADEPTO, por ser uma coisa sumamente difícil no mundo atual, então deverá continuar a seguir fielmente as observações aqui compartilhadas.

Neste estágio, o estudante pode aproveitar consideravelmente começando por auto-analisar-se durante o dia, nas horas de lazer. Pode deter-se, quase inesperadamente, e observar o que está fazendo, sentindo ou pensando, mas de maneira que sua auto-observação seja feita com espírito desprendido, imparcial e impessoal.

"QUEM está fazendo isto?"
"QUEM está sentindo ista emoção?"
"QUEM está proferindo estas palavras?"
"QUEM está pensando estes pensamentos?"

Que formule estas perguntas a si mesmo, tão frequentemente quanto o desejar, mas de maneira abrupta, súbita, e depois espere silencioso, expectativamente, alguma resposta intuitiva interna. Tanto quanto puder, que alije todos os pensamentos durante esta pausa. Esta inquirição introspectiva não necessita ocupar mais do que um ou dois minutos nas horas vagas. Concomitantemente com este exercício de auto-observação e auto-inquirição, pode-se induzir proveitosamente uma plácida respiração.

Desta maneira se começará a romper a atitude complacente que aceita o conceito do eu pessoal baseado no corpo, e a libertar-se da ilusão de que a pessoa exterior é o ser humano completo. A prática de subitamente se observar a si mesmo, os seus desejos, ânimos e ações, é especialmente valiosa porque tende a separar os pensamentos e desejos da sensação de eu, que normalmente lhes é inerente, e assim tende a manter a consciência afastada de sua permanente submersão no mar dos cinco sentidos físicos. Ademais, reforçará de maneira útil o trabalho que está sendo feito para penetrar o chamado inconsciente durante períodos de quietude mental. Com efeito, poderia dizer-se que as três práticas de auto-observação, quietude diária e plácida respiração, são complementares. Todo o objetivo consiste em vencer as tendências para a completa auto-identificação com o corpo, os desejos e o intelecto, a qual hoje se encara como normal e natural.

Desde tempos imemoriais a raça humana tem se comprazido nestas tendências, e daí nasceu a tão comum identificação do eu com o corpo. A cura está em eliminar gradativamente estas tendências pela reiterada busca do verdadeiro eu, o Super-eu, nos momentos de quietude mental, e pela constante auto-observação nas horas vagas, durante o dia. Não importa qual a profundidade da radicação em si destas tendências; por estas práticas elas poderão ser apagadas progressivamente.

O intelecto que seja reiteradamente voltado para o interior, para esta indagação, tenderá com o tempo a esse hábito, e começará automaticamente a apresentar-nos à luz do Super-eu nossas cambiantes emoções, desejos, pensamentos e ações, isto é, como coisas que estão sendo experimentados dentro de nós mesmos, porém que não passam de meras respostas mecânicas a estímulos externos.

Um dos resultados inevitáveis desta prática, será uma mudança gradual de atitude do estudante para com as coisas, pessoas e acontecimentos. Começará a expressar qualidades que são naturais do Super-eu, as qualidades de nobre visão, perfeita justiça, e o tratamento de seu próximo como a si mesmo.

Que volte repetidamente sua mente para AQUELE que é o espectador silencioso dentro de si mesmo, e fixe-a ali.Esta introversão é um processo mental, uma atividade intelectual baseada numa atitude de auto-inquirição, mas no estágio a seguir há uma submissão de todos os pensamentos ao sentido intuitivo que brota do interior e que guia nossa percepção até o MAIS ÍNTIMO.

O estudante tem sempre exercitado seu intelecto e emoções, mas raramente a sua intuição; daqui em diante deve começar a mudar de atitude, arrancando seu sentimento intuitivo do estado latente, tanto quanto possível. Levará tempo esta busca da reta intuição em meio do emaranhado de sentimentos e pensamentos que normalmente compõe nosso eu interno, porém a inquirição persistente a descobrirá.

(...) Sigamos o caminho da auto-pesquisa constante e faremos o próprio pensamento servir-nos de um meio para atingir a libertação; então, as próprias perguntas que nos formulamos serão passos que nos levarão ao estado silencioso do Super-eu.

Paul Brunton - O Caminho Secreto



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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey