Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Primeiras Manifestações

"Eis que enviarei (EU-Consciência) o meu mensageiro (o Observador), e ele prepara o caminho diante de mim: e o Senhor que procurais (Perene Consciência Amorosa), entrará SUBITAMENTE no seu templo, sim, o mensageiro da aliança (unidade entre mente, emoção, sentidos) no qual vos deleitais: Eis que ele virá, diz o Senhor dos exércitos". — Malaquias


É evidente que a maturidade interior está acima de todas as condições prováveis em que possamos nos encontrar. Estou comparando as primeiras manifestações do Samadhi (retomada da Perene Consciência Amorosa) na consciência humana como Nascer do Sol. Isso porque eles são como uma luz ascendente, transcendental e penetrante no homem. Essa Luz não pode ser percebida com os olhos ou com qualquer outro sentido. Em geral, quando as pálpebras estão fechadas e o impacto do mundo exterior se reduz, o fenômeno se torna mais forte e duradouro. Pessoalmente, acho que ele é tão intenso que qualquer reação física nesse momento fica como que suprimida. Se estiver na presença de outras pessoas, você estará ciente das circunstâncias, mas como se estivesse olhando de um ponto de observação muito distante, não no espaço, mas na sua consciência. Esse afastamento produz a paz plena, embora tudo permaneça como estava. 

Não ocorrem visões ou outras aparições anormais. E isso é a garantia de que esse estado não é uma ilusão ou êxtase. Tudo que era visível permanece como tal; apenas o ponto de vista daquele que vê é transportado para um plano superior e mais radiante. A lucidez nesse momento de Luz é suprema. A pessoa que o experimenta sabe que, se em algum momento pudesse chamar a si próprio de "homo sapiens", seria somente agora, nesses minutos de intensa felicidade e sabedoria. O termo "felicidade" exige pouca explicação. Fica-se simplesmente pleno com a graça advinda da ascensão ao Sol da Supra-Consciência . Fica-se acima de qualquer palavra, de modo que o revestimento da experiência com a linguagem da mente ocorre só depois, quando tudo tiver terminado; mas a mente ainda permanece como num luzente crepúsculo, após o Ocaso da Supra-Consciência, e ante que a noite do estado normal de vigília envolva tudo novamente.

Os movimentos físicos não são obstruídos, como ocorre na Iluminação Plena, que pode durar horas. Aqui ainda é possível levantar e caminhar, mas falar ocorre com dificuldades e apenas sobre os temas mais simples, que afetem apenas as atividades automáticas do cérebro, como pedir ou mostrar uma passagem, pagar com dinheiro, atravessar uma rua, etc. Nenhum trabalho além desses padrões simples é possível, a menos que você interrompa os momentos de iluminação com o pensamento. Mas tudo em nós se opõe a tal ação, e apenas o mudo desejo permanece: desfrutar a Luz o maior tempo possível. Esse desejo, se assim podemos denominá-lo, não perturba a Paz inerente ao Sol Nascente. parece então que o homem está simplesmente além de todas as expectativas, ansiedades e labutas, e sabe que tudo está como deve ser. Esta última frase, embora não revele sequer uma fração da imensa profundidade desse conhecimento, pode ser considerada a mais próxima da realidade da experiência. 

Uma outra concepção, dada por um amigo que também viu o Sol Nascente em seu coração (tal como ele denominou esse voo espiritual), foi a de uma luz imaterial, translúcida e penetrante, como um líquido imponderável onde sua consciência individual foi dissolvida para tornar-se una com esse oceano ilimitado do Todo. Também o mundo físico não desapareceu por completo, pois os seus fragmentos mais próximos ainda eram perceptíveis, mas como num espelho que refletisse algumas figuras distantes. 

Em todo caso, as palavras do Mestre Ramana Maharshi — que nos diz que em tal estado não pode haver nenhum pensamento, mas apenas a consciência pura do EU-SER — tão inteiramente confirmadas por aqueles que sabem

Não há em nós nenhuma tristeza ou amargura quando retornamos às sombras da vida cotidiana, pois preservamos para sempre a sabedoria da nossa essência espiritual indestrutível, que está além de todas as imagens ilusórias dos mundos visíveis e tangíveis. Mas o fator mais poderoso é a aparição em nós da Esperança pura que nos diz, na linguagem do Silêncio, que o nosso destino é exatamente aquela bem-aventurança, da qual experimentamos pouco antes alguns pálidos fragmentos. Essa Esperança encontra sua realização plena na etapa seguinte, na qual, a partir da manifestação espontânea do Sol Nascente, começamos a emergir na Esfera da Luz Plena como resultado de esforços calculados e bem-sucedidos. 

Após termos experimentado o que tentamos descrever acima, começamos a compreender que a causa principal de não conseguirmos ainda permanecer para sempre na Luz está em nós mesmos, e em nenhum outro lugar. 

O poder que nos compele a "voltar" ao estado normal de vigília é a nossa incapacidade de persistir na silenciosa concentração que é a condição para o Nascer do Sol. Vemos que, assim que realizarmos plenamente essa concentração (até agora, apenas por acaso), tornamo-nos sem desejos, sem nenhum "espírito de expectativa" (esse grande inimigo da paz interior), e então a recompensa invariavelmente vem. 

(...) Uma olhada, mesmo momentânea, para o alto é o alargamento de nosso horizonte geralmente estreito da existência-ego. 

Mouni Sadhu - Samadhi: A Supraconsciência do Futuro

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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey