Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Há Paz em Você

A descoberta de uma "estrela" de cinema é celebrada pela imprensa de todo o mundo, ao passo que a descoberta do eu espiritual de um homem se faz em completo silêncio, sem os louvores do mundo nem de seus órgãos escritos.

Eis a senda que conduz à paz duradoura. Devemos penetrar cada vez mais fundo, com a mente focalizada, até entrarmos no reino onde domina a paz bendita. Uma imensa quietude inundará lentamente nosso ser interno, e sentiremos uma delicada e santa paz cada vez maior. 

Conheceremos que estamos ingressando na aura do verdadeiro eu pela experimentação de um sentimento de felicidade. Este é apenas o estágio inicial. O último será uma união extática. 

Pouco a pouco, irão se desvanecendo todas as nossas impressões de tudo que nos rodeia, o mundo e seus interesses começarão a afastar-se, pois quando nossa mentes são retraídas do buliçoso tumulto de nossa época e encontram seu estado natural nos quietos momentos, elas são saturadas de uma sublime paz. 

Ao ingressarmos no âmago central de nossa mente, chegamos a um estado em que o pensamento se queda silencioso, e em que no começo parece não ser nada, exceto a beatífica consciência do Ser, o sublime repouso na Existência Infinita. Este é o eu que realmente somos, o Super-eu. 

"Tendo abandonado as coisas do mundo, 
Esqueci as castas e linhagens;
Minha tecedura é agora no silêncio infinito.
Kabir, tendo pesquisado e se pesquisado a si mesmo, 
Encontrou Deus em seu interior."

Estas linhas foram escritas há muitos anos por Kabir, o poeta-tecelão de Benares.

Não é inconsciência. Não é sono. Não é sonho. Dentro de seu regaço, tornamo-nos consciente de uma intensa PERCEPÇÃO do infinito. Entrar temporariamente nesta condição transfigura toda a natureza humana. Quando nos recolhemos à cidadela da alma, começa a desvanecer-se de nossa vista o movediço panorama das impressões sensórias. Ao penetrarmos intimamente em nós mesmos, começa a desaparecer o quadro do mundo, que até então nos encantava e roubava de nossa verdadeira AUTOCONSCIÊNCIA. Quando colocamos nossa mente em repouso e nos RECORDAMOS DE QUEM SOMOS, nossos esforços não necessitam mais ser premiados. garantimos o bálsamo para o dia, e toda a vida nos parece boa. Quando a mente humana se detém em sua atividade incessante; quando ela se esvazia de toda imagem e ideia, então ela se torna um espelho claro, em que se reflete a inefável divindade. 

Nossos graves e eruditos céticos nos dirão que estes êxtases espirituais são meros distúrbios do sistema nervoso, e seus frios irmãos, os médicos, provavelmente rotularão de "excessiva pressão sanguínea", ou outra coisa. Outros confundirão este estado com os devaneios introspectivos de algum sonhador solitário. Contudo, ao invés de rejeitar, com o prejuízo desdenhoso da incompreensão, estes vislumbres das gloriosas possibilidades do homem, seria preferível que eles os admitissem como demasiado estranhos para serem aceitos por sua razão, e os deixassem em paz por enquanto. 

Há os que quererão sentar-se num solene conclave para investigar estas asserções. mais sábios seriam, no entanto, se investigassem seus próprios eus. Pois não há melhor prova do eu interno do que experimentá-lo praticamente. 

É desta maneira peculiar que o homem que segue a senda da meditação analítica, começa acordar para a liderança de sua intuição. Quando ele principia a sentir o impulso interior despontar nas profundezas de seu ser; quando começa a obedecer esse impulso, deixando-o conduzir sua consciência mais e mais para o seu interior; quando submete totalmente seus pensamentos, sentimentos e memórias pessoais, e os carreia para a torrente de vida impessoal que flui espontaneamente; quando se subordina a esse profundo comando, então transporá o umbral do autoconhecimento e ingressará na câmara interna, onde o aguarda o seu ser real. Uma vez obtida esta EXPERIÊNCIA, ainda que momentânea, ele compreenderá que algo do que quero dizer ao falar do ser espiritual no homem. Compreenderá que sem a intervenção dos cinco sentidos nem do sonho, entrou numa CONDIÇÃO MARAVILHOSA, em algo que é REAL e transformador, que jamais experimentara. 

No silêncio absoluto de sua alma, sentirá que pensar meramente é fazer um ruído sacrílego. Neste ESTADO ELEVADO, ao descobrir a PRESENÇA de seu eu divino, ele percebe que o melhor pagamento por este privilégio, é reunir todos os seus pensamentos num feixe sobre o sagrado altar e sacrificá-los. Neste raro momento o intelecto é cremado, e de suas cinzas surge a fênix do verdadeiro eu, o imperecível Super-eu no homem. 

Paul Brunton - O Caminho Secreto







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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey