Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Viva constantemente na presença do Divino

Yoga significa união com o Divino; a união é efetuada através da oferenda — é fundamentada sobre a dádiva de si mesmo ao Divino. No princípio você começa fazendo esta oferta de um modo geral, embora em definitivo; você diz “Sou o servo Divino; minha vida está doada completamente ao Divino; todos os meus esforços são para a realização da Vida Divina”. Mas isso é apenas o primeiro passo, porque não é o suficiente. Quando a resolução tiver sido tomada, quando você tiver decidido que a sua vida inteira será consagrada ao Divino, terá ainda que se lembrar disto a cada momento e cumpri-la em todos os detalhes de sua existência. Você deve sentir a cada passo que você pertence ao Divino; você deve ter a experiência constante de que, em tudo que você pensar ou fizer, é sempre a Divina Consciência que está agindo através de você; você nada possui que possa chamar de seu; você sente tudo como se viesse do Divino, e você tem que oferecer isto de volta à sua fonte. Quando você puder realizar isso, então a mais pequenina coisa à qual você usualmente não presta muita atenção ou cuidado deixará de ser trivial e insignificante; tornar-se-á cheia de significado e desvendará um vasto horizonte além.

É assim que você tem que cumprir sua oferenda indiscriminada em dádivas detalhadas. Viva constantemente na presença do Divino; viva com a sensação de que é esta presença que o move e está fazendo tudo que você faz. Ofereça todos seus movimentos a ela, não apenas toda ação mental, todo pensamento e sentimento, mas mesmo as ações mais comuns e externas, assim como comer; quando comer, você deve sentir que é o Divino que está comendo através de você. Quando puder reunir assim todos os seus movimentos dentro da Vida Única, então você terá unidade dentro de si, em vez de divisão. Não é mais uma parte de sua natureza doada ao Divino, enquanto o resto permanece no seu estado habitual, absorvido em coisas comuns; sua vida inteira é elevada e uma transformação integral é realizada gradualmente em você.

No Yoga integral, a vida integral, até mesmo os mínimos detalhes, tem que ser transformada, ser divinizada. Não há nada aqui que seja insignificante, nada que seja indiferente. Você não pode dizer “Quando estou meditando, lendo filosofia ou ouvindo estas conversas, estou em condições de uma abertura à Luz e ao chamado dele, mas quando saio para passear ou ver amigos, posso me permitir esquecer tudo sobre isto”. Persistir nesta atitude significa que você se conservará não transformado e nunca terá a verdadeira união; você sempre estará dividido; quando muito terá vislumbres desta vida maior. Porque, apesar de você poder alcançar certas experiências e realizações na meditação ou em sua consciência interior, seu corpo e sua vida exterior permanecerão inalterados. Uma iluminação interior que não toma conhecimento do corpo e da vida exterior não é de grande aplicação; porque deixa o mundo como ele é. Isto é o que tem continuamente acontecido até agora. Mesmo aqueles que tiveram uma realização muito grande e poderosa retiraram-se do mundo para viver não perturbados, numa paz e quietude interior; o mundo foi abandonado a seu destino, e a miséria e a estupidez, a Morte e a Ignorância continuaram, inafetadas, seu reinado neste plano material da existência. Para aqueles que assim se retiraram, pode ser agradável  escapar desta agitação, fugir da dificuldade e encontrar em algum lugar uma condição feliz para si; contudo, eles deixaram o mundo e a vida não corrigidos e não transformados; e também deixaram as suas próprias consciências exteriores não transformadas e seus corpos irregenerados como sempre.

Um ideal dessa espécie pode ser bom para aqueles que o desejem, mas não é o nosso Yoga. Porque queremos a conquista divina deste mundo, a conquista de todos os seus movimentos e a realização do Divino aqui na terra. Se quisermos que o Divino reine aqui, devemos dar tudo que temos e somos e fazemos aqui ao Divino. Não adianta pensar que alguma coisa não é importante ou que a vida externa e suas necessidades não são parte da vida Divina. Se assim fizermos, permaneceremos onde temos estado e não haverá conquista do mundo exterior; nada durável terá sido feito nele.


A Mãe 
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey