Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

A origem e a libertação dos males da humanidade


[...] O ser hominal, ao aparecer no cenário da história, apareceu como negativamente livre, livre de alguma coisa, mas sem saber para que era livre. Livre da escravidão do instinto vital do mundo infra-hominal, graças ao poder mental, mas ainda não plenamente livre para um fim racional (espiritual). 

Essa zona mental é do homem-ego, primeira etapa evolutiva do ser hominal e na qual o grosso da humanidade se acha até hoje: o homem-ego se sente livre de, mas não se sabe ainda livre para que  e para quem

É esta a zona crítica da liberdade sem responsabilidade

Todos os males da humanidade podem ser sintetizados neste binômio: liberdade sem responsabilidade. 

Neste plano, o homem age livremente em nome do seu ego separatista, e não age responsavelmente em nome do seu Eu unitivo: age egoicamente, não age cosmicamente. E, como todo mal está na egoidade unilateral e como todo bem está na cosmicidade onilateral, segue-se com a lógica férrea da lei inexorável de que o homem, no plano da egoidade sem cosmicidade, não pode deixar de ser vítima dos males produzidos por essa egoidade separatista, e nessa zona dos males perseverará o homem enquanto não despertar nele a consciência da sua cosmicidade unitiva, única capaz de o redimir dos males.

A união cósmica é a verdade, a separação egóica é uma ilusão

A ilusão produz os males, a verdade produz os bens e nos liberta dos males. Ilusão é treva, verdade é luz — as trevas só poderão ser dissipadas pela atuação da luz. 

A verdade é o conhecimento consciente da Realidade, da Essência, do Uno do Universo. Conhecer esta Realidade é a verdade, e esta verdade conhecida é libertadora — "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". 

Os males da vida humana são, portanto, produto do ego ilusório, e só poderão ser abolidos pelo despertamento do Eu verdadeiro. É perfeitamente inútil e totalmente impossível querer abolir os males ego-produzidos pelo próprio ego, por mais inteligente que ele seja. Nenhum ego pode libertar-nos dos males a que o ego se escravizou. Escravocrata não abole escravidão; escravocrata faz escravos, mas não liberta escravos. Enquanto o homem escravizado pelo ego ilusório não ultrapassar a dimensão dessa egoidade ilusória e escravizante, não haverá redenção dos males que a egoidade engendrou. Querer libertar o ego pelo ego, é funesto círculo vicioso, em que a humanidade vive há milhares de anos. Pode o ego modificar os sintomas dos males por ele creados, mas não os pode erradicar e abolir definitivamente, enquanto não entrar na nova dimensão do Eu redentor

Na natureza infra-hominal o Uno do Universo age diretamente, sem encontrar obstáculo, porque a natureza não possui suficiente liberdade para opor obstáculo à atuação do poder cósmico. 

Com o aparecimento do fator consciente ou semiconsciente do ser hominal, em sua fase mental, surgiu a possibilidade duma obstrução; o homem-ego pode fechar os seus canais ao influxo da fonte cósmica. 

Essa obstrução dos canais ocorre toda vez que o ego hominal considera a sua egoidade como fonte da própria Realidade, do Poder, da Vida e Saúde. Esta ilusão egóica é a razão porque o homem sofre os males. A ilusão separatista do ego obstrui os canais entre o homem e o cosmos. 

A libertação desses males é possível unicamente pela transição da ilusão para a verdade, porque só a consciência da verdade liberta o homem dos males que a inverdade creou nele. 

A verdade, porém, é esta: Eu e o Infinito (Pai) somos um; o Infinito está em mim, e eu estou no Infinito; as obras que eu faço não sou eu (o ego finito) que as faz, mas é o Infinito em mim que as faz. 

Quando o homem se convence definitivamente de que o seu ego humano não é a Fonte, mas canal, que deve estar ligado conscientemente à Fonte, ao Infinito, ao Uno, ou Único, à Essência, então fluem para dentro dele, e através dele, as águas da Vida, da Saúde e Felicidade. 

A presença objetiva da Vida, Saúde e Felicidade é um fato permanente e universal; mas a consciência desta presença é um problema. Enquanto o homem não tiver a consciência nítida desta presença cósmica não será liberto dos seus males. O homem pode ter câncer, paralisia, tuberculose, lepra ou outra doença, dentro da presença e onipresença da Vida, Saúde e Felicidade do Cosmos; pode também ser o maior dos malfeitores dentro dessa presença. O que o redime desses males e dessas maldades não é o fato objetivo da presença cósmica, é, sim, a consciência subjetiva dessa presença. 

O homem-ego ignora essa presença — o homem-Eu sabe dessa presença cósmica, divina. Por isto, somente a verdade do Eu pode redimir o homem da ilusão do ego

Auto-realização e cosmoterapia são manifestações da consciência da presença de Deus no homem.

Huberto Rohden em, Cosmoterapia - a cura dos males humanos pela consciência cósmica
(clique no nome do autor para adquirir original)
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey