Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

A Oração Centrante a prática das "Boas-Vindas"


Muitos de nós quando iniciamos a prática da Oração Centrante ou alguma forma de oração contemplativa, começamos a experimentar em um dado momento uma paz interior que parece crescer e se espalhar em nossa vida diária. Esse processo também nos deixa mais conscientes do surpreendente contraste em áreas onde não estamos tão pacificados. Isto sobressai mais quando encontramos as emoções aflitivas, aquelas emoções e "comentários mentais" que nos impedem de nos enraizar na Presença de Deus e na paz diária. Elas oscilam das emoções muito "frias" da apatia, do pesar, medo, assim por diante, até as emoções "quentes" da raiva, lascívia, orgulho, etc. Reagir com aversão ou com indulgência não vai ajudar na transformação dessas emoções no amor e na compaixão que Deus deseja para nós. 

Elas são manifestações do falso eu, ou do nosso senso de separação de Deus, quando nossos programas emocionais para a felicidade são frustrados ou bloqueados. Nosso desejo de estar com eles, aceitá-los, apresentá-los a Deus, sem abandonarmo-nos  a eles ou sem julgá-los, torna possível DESMANTELAR os programas emocionais que alimentam o falso eu e o redirecionamento de todos os nossos desejos e necessidades de completude, a Deus. 

Na prática da Oração Centrante, aprendemos experimentalmente que nossa verdadeira identidade se encontra na Presença de Deus, que nossa vida verdadeira está na Vida de Deus e Sua ação DENTRO DE NÓS. Aprendemos que os distúrbios emocionais e comentários de nossa mente reforçam o sofrimento em nossa vida e necessitam, por isso de compaixão e aceitação e precisam também ser trazidas a Deus para que a paz seja encontrada. Uma maneira de se fazer isso é a prática de "Boas-vindas". A prática é simples e direta, mas necessita um grande coração e bastante fé. 

Quando nos tornamos conscientes de emoções aflitivas, pensamentos ou comentários da mente damos os seguintes passos:
  1. Concentre-se e esteja Presente: à energia do sentimento, pensamento, emoção, sensação corpórea, comentário mental (sem se identificar com eles, consentir neles ou ser levados por eles). Em suma, atenção ao momento presente, à emoção ou sentimento, aqui e agora, do jeito que ela é. Perceber que eu não sou minhas emoções, sentimentos, etc. Eu observo, mas não sou aquilo que observo

  2. Dar as boas-vindas, verbalizar internamente sua intenção de entregar, devolver, esta experiência aflitiva ao Espírito de Deus EM NOSSO ÍNTIMO. Aceitando nossa humanidade, damos as boas-vindas à experiência, oferecendo-a em compaixão, por amor à Presença e Ação de Deus DENTRO DE NÓS. Mais uma vez, como na prática da Oração Centrante, prontificamo-nos à Presença e Ação de Deus em nós, para curar e solucionar este sentimento, pensamento, emoção, sensação ou comentário mental.

  3. Desapegar-se. Desapegamo-nos de nossos desejos desordenados a resultados ou escapismos. Expressamos internamente os seguintes desapegos: Desapego-me de meu desejo de poder, controle, estima e afeição, segurança, desejo ou insistência em mudar a situação que dá origem às emoções conflitivas (pensamento, sentimento, sensação, comentário, ou evento). 
Esta prática pretende nos ajudar diretamente a redirecionar nossa necessidades inapropriadas para Deus, para além dos programas emocionais que criamos para nós, ainda numa tenra idade, talvez a partir de nossa necessidade naquela época, ou pela falta de amor apropriado em nossa criação, mas que mesmo assim alimentam nosso sofrimento e senso de separação neste momento de nossas vidas.

Obviamente, há outras circunstâncias, em que esta prática não é apropriada, ou em que nos sentimos esmagados, tais como circunstâncias abusivas ou perigosas, ou em que o simples sentimento, ou a lembrança se tornam muito pesados. Em tais caos, a prática da oração ativa ou "guarda do coração", pode ser mais apropriada. Esta prática é pensada para nos ajudar no desapego, em Deus, quando mais necessitamos, e facilitar a abertura ao Amor de Deus e da Graça para nos trazer a transformação e libertação daqueles obstáculos à uma resposta plena ao amor de Deus

É importante nisso tudo estar comprometido com uma disposição para o amor compassivo em relação às feridas de nossa humanidade. Compaixão conosco mesmos!

O livro "Intimidade com Deus", de Thomas Keating, aprofunda a questão dos nossos programas emocionais para a felicidade, desembocando nos centros de energia por controle, auto-estima, segurança, que em si são coisas boas, mas que devem estar equilibrados.  
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey