Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Do ego pessoal ao Eu Cósmico


Para o homem leigo e inexperiente, o silêncio é uma simples ausência de ruídos, sobretudo de ruídos físicos. 

E, como o ego humano vive no ruído e do ruído, o silêncio representa para o homem leigo a morte.

O homem comum se afoga literalmente no oceano pacífico do silêncio. 

Silêncio é receita — ruído é despesa. E quem tem mais despesa do que receita abre falência. 

Aliás, esta nossa pobre humanidade de hoje está permanentemente falida.

O leigo possui horror ao silêncio — esse horror é o conceito radicalmente falso sobre o silêncio. 

O leigo entende por silêncio não falar nem ouvir nada. Outros, mais avançados, incluem no silêncio também a ausência de ruído mental e emocional, nada pensar e nada desejar. 

Mas entre mil pessoas não encontramos uma que entenda por silêncio uma grande atitude de presença cósmica ou uma fascinante plenitude univérsica. Só pensam em silêncio como ausência e à vacuidade e, como a natureza tem horror à ausência e à vacuidade, esses inexperientes não podem amar e querer bem ao silêncio, que não lhes parece fecundação e enriquecimento da alma. 

Até que o homem possa ouvir a voz dos Mestres, deve ele ter se tornado totalmente surdo aos ruídos profanos. 

Enquanto o homem vive na falsa concepção, que quase todos nós aprendemos nos colégios e nas igrejas, de que meditação consista em analisar determinados textos sacros, estão todas as portas fechadas e nunca aprenderemos a arte divina do silêncio fecundo e enriquecedor. 

Meditar não é pensar. Meditar é esvaziar-se totalmente de qualquer conteúdo do ego e colocar-se, plenamente consciente, como canal vazio, diante da plenitude da Fonte, ou em linguagem da Sagrada Escritura: "Sê quieto — e saberás que Eu Sou Deus". 

Ou ainda: "Deus resiste aos soberbos (ego-plenos) e dá sua graça aos humildes (ego-vácuos)". Segundo a eterna matemática cósmica, a cosmo-plenitude plenifica somente a ego-vacuidade, mas não plenifica a ego-plenitude. 

Disto sabia Maria quando exclamou diante de Isabel: "Deus encheu de bens aos famintos e despediu vazios os fartos". Ou ainda no Sermão da Montanha de Jesus: "Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça (verdade), porque eles serão saciados". 

O silêncio-presença e o silêncio-plenitude são uma ausência e uma vacuidade do ego humano que tem intenso desejo de Teo-presença e da Teo-plenitude. 

Quem não vislumbrou, ou pelo menis farejou o Absoluto, o Uno, em longos e profundos mergulhos de silêncio, não sente a vacuidade dos Relativos e o desejo do Absoluto. 

Pela vacuidade do silêncio prolongado, a plenitude da alma flui irresistivelmente para dentro da vacuidade do cosmos humano. 

O silêncio é a linguagem do espírito — que é interrompido pelo falar. 

Na razão direta que o ego diminuir os seus ruídos, tanto mais facilmente pode ser invadido pelo silêncio do Eu Superior. Convém lembrar que esse silêncio não é ausência e vacuidade, mas é presença plenitude. O mais intenso silêncio do Uno é a mais absoluta presença e a mais total plenitude. 

O silêncio do ego creado pelo Eu Superior é 100% consciência e 0% pensamento. 

Perfeitamente silencioso é aquele que tem 100% de consciência do seu Eu Cósmico e 0% de pensamento do seu ego humano. 

O iniciado que for capaz de impor silêncio total ao seu ego e permitir a voz total do seu Eu racional, esse está na fonte de todos os conhecimentos; enxerga de cima, de uma visão cosmorâmica, todas as baixadas das leis cósmicas. 

Esta voz do silêncio cósmico tem de ser treinada diariamente, por algumas horas, até que se torne fácil e espontânea, convertendo em atitude permanente os atos intermitentes. 

Quando, finalmente, o homem assim treinado pode dizer: os atos que eu faço, já não são meus, mas são da minha atitude; de mim mesmo, do meu ego pessoal, eu nada posso fazer, quem faz estes atos é o meu Eu Cósmico.

Huberto Rohden em, Einstein — O Enigma do Universo
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey