Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Anseio do silêncio

Estou casado de falar,
De falar com homens,
De falar comigo mesmo.
Estou cansado até de falar com Deus...
Todas as minhas perguntas,
Ruidosas,
Insistentes,
Sangrentas,
Esbarram sempre com muralhas de granito,
Resvalam sempre de paredes marmóreas,
Agonizam sempre, exaustas, sem resposta...
Por que todo esse falar?
Esse intérmino interrogar?
Esse estéril pesquisar?
Resolvi substituir o ruidoso falar
Pelo silencioso calar.
O ruído é dos homens,
O silêncio é de Deus.
Voltei as costas aos dias ensolarados
Da minha inteligência consciente,
Abismei-me na noite estrelada
De minha alma intuitiva,
Mas do Universo de Deus.
E pus-me a escutar a melodia
Do magno silêncio
Que envolve a luminosa escuridão
Do grande Anônimo de mil nomes.
E, quando desci ao ínfimo nadir
Do meu silene Nirvana,
Atingi o supremo zênite
Do teu solene Himalaia,
Ó taciturna Divindade...
Fundiram-se então, em místico amplexo,
O meu silêncio do Aquém
E o teu silêncio do Além...
E eu compreendi o Incompreensível...
Conheci o Incognoscível...
Dei nome ao Inominável...
Disse o Indizível...
E do fundo dessa vacuidade do silêncio
Brotou a plenitude da sapiência...
Que me veio de grandes profundidades
E das excelsas altitudes...
Aí! Como o velho ruído me falsificou!
Como me roubou a fidelidade
Que devo a mim mesmo!...
Ah! Como esse novo silêncio me purifica!
Como me restitui a fidelidade
A mim mesmo!...
Como me re-virgina
De todas as minhas prostituições!
Como me restitui a castidade
Do meu divino Eu!
Como me envolve e penetra
Com a sacralidade das fontes eternas!

Refugiei-me, dentro de mim mesmo,
À solene solidão das matas,
A vastidão dos desertos,
A pureza das montanhas
E cessou a tormentosa tensão dos nervos,
Adormeceu a insensatez da vida profana
E sinto sossego de mim mesmo...
Convalesci da enfermidade dos ruídos
Para a grande sanidade do silêncio...
Calei-me
E Deus me fala...

Huberto Rohden em, Escalando o Himalaia
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey