Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Vislumbre espiritual e realização permanente


Ter a experiência intermitente do eu interno é uma coisa; mas ter a experiência contínua dele, é outra bem diferente.
A união emocional com o Eu Superior será insuficiente, pois êxtases fugidios não é a realização suprema. Melhor será a inabalável serenidade apresentada pelo sábio.

Um vislumbre é algo fora do comum e extraordinário. Entretanto, em um sábio, a presença divina estará sempre presente e a consciência dela, nele, lhe vem sem esforço, com facilidade e de forma natural.

Quando o mistério de todas as coisas é resolvido nele, não meramente de forma intelectual, mas na própria experiência, não somente em sua pessoa, mas na transcendência dela, não somente na profundidade da meditação, mas no mundo da atividade, quando a resposta a ele lhe é revelada como a Presença, como Deus, e claramente percebida como o Sentido, como a Mente Única, então se for para que fale, ele dirá: “Assim é!” E isso não será um vislumbre de um iniciante, mas o insight permanente do sábio.

À proporção que a mente humana se desenvolve ela forma concepções mais e mais elevadas da divindade até que, finalmente, se eleva acima de si mesma durante uma experiência tremenda. Submergir-se-á então na própria divindade e, quando retorne à vida normal, não precisará mais das práticas da Busca. Aqui, não me refiro à experiência que vários místicos a chamaram de ‘vislumbre’, mas a algo de natureza permanente que, em essência, não mais a abandonará.
 
O vislumbre, o qual ocorre entre as condições da mente existentes antes e após a ele, necessariamente apresenta um contraste marcante – até mesmo dramático – em relação às condições ordinárias da mente. Ele a abre às alturas iluminadas da existência humana. Entretanto, tal experiência inevitavelmente atrairá reações humanas a ela, as quais são incorporadas ao próprio vislumbre, tornando-se parte dele. A iluminação final, verdadeira e permanente, será pura, livre de quaisquer reações, calma, equilibrada e translúcida.
 
Tal Vislumbre, mesmo na sua maior potência, como no NIRVIKALPA indiano ou no SATORI japonês, será apenas intermitente. Caso se torne contínuo, como um fato estabelecido tanto durante o estado de atividade como no de repouso, EM AMBOS, só então estará completo.
 
A consciência da Verdade será perene e constante. Não meramente vislumbrada. O indivíduo terá de nascer nela – nas palavras de Jesus – repetidamente, e percebê-la de forma permanente. Ele terá de se identificar com ela. 

Um bom número de pessoas experimentou o Vislumbre como uma erupção que se inicia e logo termina, mas poucos experimentaram uma iluminação permanente de seu ser, como um platô que se estende ao longo de uma grande distância em uma alta elevação.
 
A diferença entre esses dois estados de iluminação foi simbolicamente mostrada por Al Hujwari, um escritor sufi do século onze. Ele disse que aqueles que chegaram ao estado permanente, chegaram “ao santuário, enquanto que aqueles que chegaram ao estado transitório, somente alcançaram o portal”.
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey