Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

O homem verdadeiramente auto-realizado

Há diferenças dignas entre o iluminado genuíno e o falso. Mas indicarei somente alguns dos pontos que se podem observar no homem verdadeiramente auto-realizado. Antes de mais nada, ele não deseja tornar-se líder de um novo culto; portanto, não condescende com nenhuma das tentativas de atrair publicidade ou atenção que caracterizam os nossos salvadores modernos. Nunca procura chamar a atenção pela singularidade do ensinamento, da sua fala, vestuário ou modos. Na verdade, nem mesmo deseja aparecer como instrutor; não procura seguidores, nem pede que discípulos se unam a ele. Embora possua imenso poder espiritual, poder que é capaz de influenciar nossa vida irresistivelmente, parecerá completamente inconsciente disso. Não afirma possuir poderes extraordinários e é totalmente sem afetação ou fingimento. As coisas que incitam paixão, amor ou ódio nos homens não parecem tocá-lo; ele é indiferente a elas, assim como a Natureza o é para com os comentários que fazemos ao louvarmos a luz do sol, ou a imprecarmos contra as tempestades. Pois, temos de reconhecer nele um ser humano liberto, livre de todo o limite que o desejo e a emoção podem colocar sobre nós. Ele caminha desapegado dos pensamentos ansiosos ou das paixões sedutoras que devoram os corações dos homens. Embora aja e viva de forma simples e natural, temos consciência de que há um mistério dentro desse ser humano. Não podemos evitar a impressão de que, por ter o seu entendimento perscrutado a vida mais profundamente do que os outros, somos compelidos a fazer uma pausa ao nos esforçarmos para compreendê-lo.

Não deveríamos pensar que todo místico que foi abençoado com a luz do Eu Superior está no mesmo nível espiritual de visão e de consciência, de ser e de conhecimento. Muitos ainda estão no caminho para o topo desse nível. Existem diferenças definitivas entre eles. Mesmo que todos compartilhem da mesma forma a consciência do Eu mais elevado, eles não a compartilham da mesma maneira e no mesmo nível.
 
Os santos e místicos servem ao propósito elevado de lembrarem à humanidade de que a vida mais divina um dia florescerá na evolução humana, mas não servem como exemplos perfeitos do crescimento último dela. Somente os sábios o são.
 
Ao alcançar o estágio mais avançado, o sábio estará livre para continuar sua vida pessoal como antes, para aceitar o peso das novas responsabilidades em seus ombros ou para se retirar completamente do mundo. Trabalhar para a humanidade publicamente é uma coisa, trabalhar para ela em segredo é outra, e desfrutar da liberdade e da privacidade através do total recolhimento é outra coisa bem diferente. Natural e inevitavelmente, qualquer pública aparição logo o tornará um polo atrativo de luz que atrairá as aspirações e anseios de muitos aspirantes espirituais.
 
Se de fato encontrou sua liberdade interna, necessariamente ele estará livre para permanecer no mundo e trabalhar nele. Ele não precisará se retirar em um isolamento, embora esteja livre para fazer isso. Mas, seja o que for que decida, a partir de então ele será um canal impessoal para forças superiores às quais obedecerá e cujas direções seguirá, independente de que permaneça ou não no mundo.
Ele poderá se mover anonimamente pelo mundo como um solitário irreconhecível, ou poderá publicamente se declarar às multidões. Poderá ensinar a poucos o que não ensinará a muitos, ou poderá livremente irradiar sua luz a todos. Enfim, sua própria disposição e destino configurarão o resultado.
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey