Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Graus de Iluminação

Há diversos graus de iluminação espiritual que explicam tanto as diversas perspectivas a serem encontradas entre os místicos quanto os diferentes tipos de Vislumbre (experiência espiritual temporária) a serem encontrados entre os aspirantes. Todas as iluminações e todos os Vislumbres liberam o ser humano de suas qualidades negativas e de sua natureza vil, mas os últimos o fazem apenas temporariamente. O ser humano é capaz, como consequência, de olhar para dentro de sua natureza superior. No primeiro grau, é como se uma janela coberta de sujeira tivesse sido limpa o suficiente para revelar um belo jardim do lado de fora. O ser humano ainda está sujeito à atividade de pensar, à emoção da alegria e à discriminação entre X e Y. No grau seguinte, superior, é como se a janela tivesse sido limpa ainda mais, de modo a revelar mais beleza através dela. No terceiro grau, a discriminação não mais está presente. No quarto grau, é como se a janela tivesse sido totalmente limpa. Aí, já não há mais nem mesmo uma emoção enlevada, mas somente uma felicidade equilibrada, uma tranquilidade inalterável que, estando além do intelecto, não pode ser devidamente descrita por ele.

A paz mental é fruto do primeiro grau de iluminação, o grau inferior, embora nele os pensamentos continuem a surgir ainda que suavemente, e o ato de pensar de maneira discursiva continue ativo ainda que lentamente. Mas a concentração será suficientemente forte para desligar o ser humano do mundo, e, como consequência, conceder-lhe a felicidade que acompanha esse desligamento. Somente os que atingiram esse grau podem ser corretamente considerados “salvos”, pois unicamente eles são incapazes de cair de novo na ilusão, no pecado, na ganância ou na sensualidade. 

No segundo grau, haverá maior absorção interna e os processos cerebrais se desvanecerão por completo. 

A libertação de toda possibilidade de ira é fruto do terceiro grau, mais elevado.

Quanto mais profundamente o indivíduo penetra no Vazio, mais ele é purificado das ilusões de personalidade, tempo, matéria, espaço e causalidade. Entre o segundo e terceiro estágios do desdobramento do INSIGHT há, realmente, dois estágios subsidiários adicionais que estão envolvidos no maior mistério, e que levam a um maior aprofundamento no Vazio. O YOGI toca a beira do Vazio, por assim dizer, mas não o centro. Esses dois estágios são purificadores e aniquilam completamente as últimas ilusões e os últimos egoísmos do ser humano que busca; são dissolvidos para sempre, e não podem mais reviver. Nada mais de útil pode e deve ser dito aqui sobre isso, pois esse é o mais profundo santo dos santos, o mais sagrado santuário acessível ao ser humano. Aquele que chega a esse grau atinge aquilo que não se pode revelar em voz alta para ouvidos zombeteiros, que não se pode descrever para olhos zombeteiros. Consequentemente, ninguém jamais se aventurou a explicar publicamente o que não deve ser explicado.

Há alguma confusão sobre esse ponto na mente de muitos estudantes. Ao atingir a iluminação, o ser humano não atinge a onisciência. Quando muito, poderá receber uma revelação das operações internas da vida e da Natureza, e das leis superiores que governam a vida e o homem. Isto é, ele poderá tornar-se também um vidente, e descobrir uma cosmogonia diante de seus olhos. Mas a realidade, na maioria dos casos, é que ele atinge a iluminação apenas, e não uma vidência cosmogônica.

Embora haja certas similaridades entre a experiência dos Adeptos e a de São Paulo, a natureza e propósito último do transe que passaram foram diferentes do que passou São Paulo. Há vários graus e tipos de transes, que vão desde o mero esquecimento ou com visões psíquicas e viagens mentais, até os mais elevados, com a completa imersão do ego na Divindade Cósmica.

Todos os seres humanos neste planeta são imperfeitos. A perfeição não é totalmente atingida aqui. Entretanto, quando o indivíduo se esforçou e avançou em direção a ela, ele a alcançará automaticamente quando se liberte do corpo.

Enquanto o ser humano estiver preso neste plano terrestre, a iluminação que possa atingir será imperfeita ou a realização que experimente limitada.

Enquanto estiver preso à carne finita, enquanto a existência no corpo humano interno continue, a fusão completa e perfeita de sua individualidade na mente cósmica será impossível. Mas uma vez que passe através dos portais da assim chamada morte, isso se tornará uma atualidade.

Poderemos razoavelmente esperar ver Deus um dia, mas não nos tornarmos Deus. A Visão Cósmica da Mente do Mundo atuando, a qual Arjuna teve, poderá ser nossa também, mas não uma completa união com Ela.

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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey