Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Breve relato de retomada da Perene Consciência Integrativa

Algo interior me move a relatar, expressar e compartilhar com vós, o mundo, a nossa Consciência um relato de experiência... Que está durando até o dado momento no tempo e no espaço. Agradeço aos irmãos que lerem e em vossas mentes meditar sobre a história.

Carta :

Pai e Mãe de toda Vida...

Neste momento no tempo, transfiro de nossa presente Consciência para o papel como uma maneira de entregar-te toda a história do desenrolar da Existência. E, como vós estais Aqui, que teus olhos, ouvidos e mãos de Amor e Compaixão possam Ver, resgatar, reemergir de volta... Retornar, Recordar, Mãe : ''Daquilo''.

Bem jovem, aos 18 anos bem recordo da imensa beleza talvez de uma pontinha do Real. Talvez tenha tocado por méritos de minhas existências passadas o som da tua Luz, por Ti sempre conduzida, em corpo e presença, tão naturalmente como uma criancinha, um Lótus a desabrochar, junto de infinitos outros Lótus, nesta mesma Terra, neste mesmo espaço tempo. Tudo era Tua forma, Tua Voz, tuas bençãos que como um canal, tocava. O coração era um templo infinito, Verde, Sendo... A visão de presente passado e futuro unificados manifestando portais pelo olho interno.

De tanta certeza que essa música da harmonia do Amor Universal jamais pararia de tocar, não soltaria de teu aconchego, não me perderia no meio do Caminho, pois tudo já estava tão claro que nenhum esforço e resistência existiam...  Já estava feito. O manisfesto e imanifesto. Flexível e firme como um bambu, derretendo o Centro na chama da Tua Compaixão um coração amaciado, leve como uma pena no Céu, mantida e sustentada em Tuas mãos.

Em certa noite, aquilo aconteceu. Uma porta, uma brecha mal estruturada invadiu. E cai. Assisti o minha queda, nas dimensões superiores quando o ego jamais poderia penetrar, assim eu estava convicta interiormente. Como uma criança assustada chorei e clamei por dias, prostrada a visão escurecia bem diante do meu ser. Não havia terror maior do que a separação do Universo e do Todo, a ilusão maior... A dualidade. Sentia o corpo do Todo se dividindo, os átomos violeta do Ser se confundindo...

Certa manhã recorria a meu irmão, ministrando Johrei, prostrava-me já dominada pelo terror diante do Mestre no altar de casa.  Enfim, Sentir e vivenciar a separação era o que havia de pior.

Fiquei vigilante. Na noite seguinte, em um plano ''Eu'' estava no Astral. Ali houve uma prova interior. Fui colocada diante de cães raivosos, com um certo frio do medo no coração. De um lado, o desafio da coragem para caminhar por entre os cães, e do outro grande tensão era gerada.

Ali, o Mestre surgiu em Consciência. Seu braço direito, como um Pai forte me seguravam para avançar, subir. Mas, no ultimo suspiro a dúvida se insinuou em minha mente, e do Alto, caí. Novamente assisti minha queda, bem no terreno do sítio onde residia, ali em outros planos, irmãos me acolhiam perguntando o que havia acontecido. Minha voz não saía, a intensidade da experiência era tal que não conseguia expressar o ocorrido.
Teu manto límpido, luminoso como o dourado que me cobria foi invadido por nebulosas nuvens. As vozes ao meu redor já não estavam claras, passavam a influenciar facilmente, pressionar. Desnorteada e cambaleando, fui levando os dias no fundo sustentando uma certa fé que aquilo era impermanente, tentando fazer a mente não se agarrar, as no fundo, a base do apego devido a intensidade do trauma já estava densificando em energia.

Ansiedade, auto cobrança moralista e outras coisas começaram a se manifestar, reforçando o medo. Pois quando recorria aos ensinamentos o que me levava já não era a Criança, e sim o próprio terror. Tudo o que antes era um instrumento de Luz interior, agora o efeito surgia como uma moralidade paternal e punitória. Uma verdadeira prisão para o Coração. 
Suportando, a Dor chegou. A doença, o desalinho cósmico.

Ao longo de 2 anos, Mãe, no curso destes acontecimentos posso recordar de minha memória.

Primeiro, a terra tremeu. As raízes (pernas) da arvore formigavam e ficavam densas.

Em seguida, alguma parte do Coração iniciou agitação. Logo, noutra ocorrência, as tensões elétricas acometiam o pescoço, esquerdo e frontal da árvore.

Depois, era nítido força em todo o lado direito e fraqueza e dor no lado esquerdo.

Da fraqueza, invasões bruscas de susto, vindo do exterior pelas pessoas que estavam ao meu redor(realidade distorcida) rasgando pelo abdome direito. Em formas tão bruscas como sustos, abalos estruturais. ''Eu'' não queria aquilo, mas aquilo acontecia mesmo sem o meu controle.

Quanto mais consciente estava do ataque, mais a repetição do ataque acontecia no ambiente interno.

Dos sustos, a Criança Árvore* recebia raios vindos de cima, irradiando para o coração esquerdo.

A tempestade começou. Muita chuva, vento Calor com vento no alto secando a hidratação e endurecendo o pilar da árvore (força Ancestral)
Perigo na natureza. Os tremores embaixo não davam estabilidade.

No enfraquecimento, a Bexiga perdeu o controle numa ocasião. Assisti a Vesicula obstruindo. I.G perdeu o controle noutra ocasião. Topor e fraqueza acometiam. Pressão vinda do exterior causando rigidez, bloqueio, pescoço curvou-se. Pelos médicos, diagnosticada com Fibromialgia. 

Deste momento, o Universo me levou a um retiro de Vipassana. Na época, residia junto de uma Sangha (comunidade e família). Na época os ensinamentos do Mestre e do Buddha já chegavam para nós, junto do Acesso ao Insight e a Primeira Nobre Verdade: a Verdade do Sofrimento.
Retirei-me por 10 dias em Monteiro Lobato e ali a flor começava a reencontrar uma esperança, uma forma de penetrar e ''re-abrochar''. Sou muito grata a professora Fátima e a todos os irmãos do Centro.

Enfim, hoje tive contato com a Mandala da Roda da Vida e todos os Reinos, sofrimentos e passagens. E ali alguma compreensão da existência me passou, superficialmente, mas passou. Nunca deixei de vagar pelo Samsara. Desde pequena, sempre estive a navegar entre diversos reinos. O que posso recordar é que quando você está'' lá'', você está vivenciando verdadeiramente aquele estado, sem nenhuma artificialidade. Sua Consciência está, naturalmente, naquele estado.

Desta existência, o Caminho para mim se abriu com o Xamanismo, hinduísmo (Yoga). No Xamanismo, e por méritos daquele tempo, agradeço ao Universo por ter Visitado e aprendido com os seres da Lua, e do Sol em Corpo. Por ter visto os raios dos Elohins e Arcanjos abrindo do Alto, como guardiões do Mundo e da Consciência. Todos Eles existem mesmo e estão a trabalhar na Cura e Amor de nossos corpos e consciência. No momento em que Abrir para alguém serão vistos.  Naquele tempo, vivenciei uma prova muito bela. O medo quando se apresentava na Força, virava Amor... Pois estava Presente o suficiente para transmuta-lo sem escolha, por mais embaraçoso que fosse, no meio da floresta. Recordo-me que junto do Medo, O Olho via vários símbolos de religiões embotados na Consciência, todos formas de medos que nós mesmos criamos, e o ato da presença de Ver e testemunhar era como lavar o Mundo com a simplicidade do Amor . Graças por todas essas experiências que hoje compartilho com vós. Vivi um pouquinho, talvez uma fagulha da beleza  do que é o Ser, quando  o Outro é Você e Você é o Outro.  E Tudo É Aquilo. Quando o Som é Você inteiro, quando o movimento inteiro está presente e Uno. 

Quando a qualidade do cuidado com o Todo está lá, você onde quer que vá, estará a serviço do Cosmos. Vi seres criando e co criando juntos diversos reinos maravilhosos. Certa vez, minha mão se alongava para curar outras partes da Vida, outros Seres, como uma Mãe acolhedora. A Consciência via e aquilo já era inteligencia e Amor em ação. Não havia confusão alguma para compreender o mecanismo ilimitado da Consciência Universal que somos. Havia cuidado para com as energias mas era fácil de aprender, pois não havia resistência racional. O Corpo é o Todo a trabalhar pelo próprio Todo. Díficil de pôr em palavras. Quando o tempo para e você só assiste manifestar. Quando o silencio é Vital e o barulho é silêncio luminoso manifesto.

Voltando ao presente e a realidade após essa longa viagem existencial, estou conscientemente, e falando a Verdade, nos reinos inferiores de muita dor e sofrimento. Mente lamenta muito pelo passado, traz muitas memorias a tona, a dor física é forte... Bem como as inúmeras resistências acumuladas pelo pensamento e suas reações . Mas, devo entrar. Devo sentar... E ficar. Não pode ser permanente.

Aqui tenho, os ensinamentos do Mestre, este corpo...e esta Consciência para trabalhar... Não posso desistir.

Relato de Caso.  E agora? ''Continua''.... Observa o movimento...........

Att
Como Aline Pontes Pesci (23 anos, residente da cidade de Santos- SP)

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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey