Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Rastreando a fonte da Testemunha

A Testemunha observa o fluxo dos eventos tanto internos como externos ao corpo-mente de um modo criativamente desapegado, porque não se identifica de forma exclusiva com nenhum deles. Dito em outras palavras, o indivíduo se dá conta de que sua mente e seu corpo podem ser percebidos de um modo objetivo e, em consequência, não constituem um eu real subjetivo. — Psicologia Perene
A Testemunha é um grande passo adiante e uma etapa imprescindível e necessária da meditação, porém, não é a última. Quando finalmente se desvanece, a alma ou a Testemunha acaba dissolvendo-se em tudo aquilo que contempla. Então se colapsa a dualidade sujeito/objeto, e só fica a consciência pura não dual, que é muito simples e muito evidente.
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Como disse um famoso mestre zen quando alcançou a iluminação: "Quando escutei soar o sino desapareceram subitamente o "eu" e o "sino" e só havia o sonido".

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Quando se medita tratando de descobrir o Eu observador, quando se rastreia a origem da Testemunha até a sua fonte na Vacuidade pura, não emerge nenhum objeto na consciência. Trata-se de um estado de consciência discreto e identificável, a absorção ou cessação sem manifestar o que também se conhece pelos nomes de nirvikalpa samadhi, jnana samadhi, ayin, vergezzen, nirodh, nirvana clássico ou a nuvem do ser. 

Este é um estado casual, um estado discreto que, se bem soe equiparar-se ao estado de sono profundo sem sonhos, não é um mero vazio senão que, ao contrário, se experimenta com a plenitude mais completa, um estado que resuma Ser, uma plenitude que nenhuma manifestação pode chegar a conter. este Eu puro que nunca pode ser visto como objeto é a Vacuidade pura.
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As tradições contemplativas se baseiam numa série de experimentos sobre a consciência. Que ocorre, por exemplo, quando tratas de dar-te conta da origem da Testemunha? Que acontece quando investigas em profundidade a origem da consciência? Que ocorre quando vais mais além ou detrás da mente, até uma dimensão que não se acha confinada ao ego nem ao eu individual? Que é que descobres em cada um destes casos? Que é que se sucede quando reproduzes esse experimento em sua própria consciência? 

"Existe uma essência sutil que impregna toda a realidade — começa dizendo uma das respostas mais conhecidas para esta pergunta —, é a realidade de tudo o que é, o fundamento de tudo o que é. Essa essência é o todo, essa essência é o real... e tu, tu és ISSO". 

O Eu Observador, dito em outras palavras, acaba revelando sua própria origem, que é o próprio Espírito, a própria Vacuidade. Este é o motivo pelo qual os místicos sustentam que o Eu Observador constitui um raio desse Sol que é o radiante Abismo, o Substrato último em que se assenta a totalidade do Cosmos manifesto. Nessas profundidades, teu Eu se funde com o Eu do Cosmos numa Identidade Suprema que eclipsa a totalidade do mundo manifesto, uma Identidade Suprema que desta o nó do eu separado e o integra em seu esplendor. 

Em cada um dos passos que conduzem desde a matéria até o corpo, a mente e o Espírito, a consciência, o Eu Observador se desidentifica de sua identidade exclusiva com uma dimensão inferior mai superficial e se abre a uma dimensão mais profunda, mais elevada e mais ampla, até que finalmente acabe dissolvendo-se em seu fundamento último no Espírito. 

E os distintos estágios do crescimento e desenvolvimento transpessoal são fundamentalmente os distintos estágios que atravessa o Eu Observador no caminho que conduz até sua última morada, o Espírito puro, a Vacuidade pura, substrato, caminho e gozo de todo o processo de desenvolvimento. 

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Ken Wilber em, Breve história de todas as coisas
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey