Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Eu sou, consciência

Eu sou o rei do mundo!
As pessoas frequentemente acham-se presas pela vida, presas pelo universo, porque acreditam estar dentro do universo e que, em consequência, o universo pode esmagá-las como se se tratasse de um bicho. Porém, essa suposição é falsa porque tu não estás no universo, senão o universo é que está em ti. 

A crença habitual é a seguinte: minha consciência está em meu corpo (fundamentalmente em minha cabeça), meu corpo está nesta habitação e esta habitação está no espaço que me rodeia, o próprio universo. Se bem que, de uma certa perspectiva, isso é certo, da perspectiva do Eu se mostra completamente falso. 

Quando descanso na Testemunha, no Eu-Eu sem forma, é evidente que, neste mesmo instante, não estou em meu corpo, senão que meu corpo está em minha consciência. Eu sou consciente de meu corpo e, portanto, não sou meu corpo. Eu não estou em meu corpo, senão que meu corpo está em minha consciência. Eu sou, por conseguinte, consciência.

Quando repouso na Testemunha, no Eu-Eu sem forma, é evidente que, neste mesmo instante, não estou nesta casa, senão que esta casa é que está em minha consciência. Eu sou, portanto, consciência.

Quando dirijo meu olhar para fora desta casa para o espaço circundante — talvez uma grande extensão de terra, uma grande abertura no céu, outras casa, árvores e automóveis —, quando olho, em suma, o universo que me rodeia e repouso na Testemunha, no Eu-Eu sem forma, é evidente que, neste mesmo instante, eu não estou no universo, senão que o universo é que está dentro de minha consciência. Eu sou a Testemunha pura em que agora mesmo emerge este universo. Eu não estou no universo, senão que o universo é que está em minha consciência. Eu sou, por conseguinte, consciência.

É certo que a matéria física de teu corpo se acha dentro da matéria da casa e que a matéria da casa se encontra dentro da matéria do universo. Porém tu não és algo somente físico, tu és algo mais que matéria, tu também és Consciência, da qual a matéria não é mais que uma mera concha. Quando o ego adota o ponto de vista da matéria, acaba preso na matéria e se vê, portanto, continuamente torturado pelo aspecto físico da dor. Porém, a dor também emerge em tua consciência e tu podes encontrar-te na dor ou, quando repousas na imensidão da Vacuidade pura que constitui tua identidade mais profunda, podes dar-te conta de que é a dor que se acha em ti, de que és tu o que inclui a dor, de que és maior que a dor e de que, em consequência, a transcendes.

O que é, pois o que sou? Se me contraio no ego, parece que estou confinado no corpo, que por sua vez está confinado na casa, que por sua vez está confinada no imenso universo que a rodeia. Mas quando repouso na Testemunha — a consciência aberta, imensa e vazia —, se mostra evidente que eu não estou no corpo, senão que o corpo está em mim, que eu não estou nesta casa, senão que a casa está em mim, e que eu não estou no universo, senão que o universo está em mim. Tudo isso é o que emerge no Espaço imenso, vazio, puro e resplandecente da Consciência primordial, agora e também agora e eternamente agora.

Eu sou, por conseguinte, consciência.

Ken Wilber em, One Taste
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey