Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

A transmissão da mensagem da realidade da Consciência Cósmica

A explicação do que pode ser chamado mistério da religião, tal como hoje em dia existe entre nós, pode afirmar-se da seguinte forma: todos os homens, com exceção de algumas centenas, viveram no mundo da autoconsciência sem o poder de abandoná-lo. Os maiores videntes, profetas, mestres religiosos, também viveram nesse mundo, mas ao mesmo tempo em outro, o mundo da Consciência Cósmica, sendo esse mais amplo, interessante e importante para eles. Não é relevante o fato de ter cada um desses mundos uma existência objetiva. Eles são igualmente reais e momentâneos para nós, em qualquer das hipóteses. Os homens que viveram no mundo Cosmicamente Consciente, no mundo feito visível pela Consciência Cósmica, tal como as florestas e o céu se tornam visíveis pelo sentido da visão, desejaram, pelo bem e conforto de seus companheiros, contar a espécie humana o que haviam visto. Mas, obrigados a empregar a linguagem da autoconsciência, na falta de outra mais adequada, seus relatos foram se tornando extremamente incompletos e as palavras e frases usadas foram tão inadequadas que acabaram por ser mal-entendidas. E não apenas isso, mas, supondo-se que tivesse sido possível proporcionar um relato claro, ainda assim ele estaria além dos limites da compreensão da mente autoconsciente. Assim sendo, os relatos feitos por esses trabalhadores espirituais não somente não foram compreendidos, como ainda foram mal-interpretados numa extensa variedade de sentidos e os relatos essencialmente similares, feitos, por exemplo, por Paulo de Tarso, Maomé, Dante, Jesus, Gautama, Walt Whitman e outros, foram analisados como uma variedade de relatos referindo-se não a uma única e idêntica coisa, mas a uma diversidade de coisas. Esses relatos, de acordo com a influência sob a qual nasceu quem os escuta, ficam por conta da imaginação do narrador. Um estudo crítico de todos esses relatos demonstrará que eles são tentativas mais ou menos mal sucedidas de escrever a mesma coisa. Por estar além do poder do relator original, o vidente, proporcionar uma visão clara e completa, em forma de relato, do fenômeno por ele experimentado, em grande parte pela inadequabilidade da linguagem que pertence à mente autoconsciente ou porque os seus relatores (como no caso de Jesus e Gautama, que não escreveram de próprio punho) possuíam apenas autoconsciência, o retrato torna-se ainda mais pobre. Tradutores, meramente autoconscientes e muitas vezes compreendendo apenas parcialmente e imperfeitamente o que o mestre pretendeu transmitir, ainda distorcem mais ainda esses relatos. Por essas razões, a importância da unidade no ensinamento desses homens em geral tem sido negligenciada. Daí surgem a confusão e o chamado mistério. Trata-se de um mal-entendido, sem dúvida alguma, devido às circunstâncias, mas que algum dia será esclarecido. 

Já muitos outros estudiosos, além de nós, observaram a unidade essencial dos aparentemente diversos ensinamentos em pauta, como, por exemplo, Hartman, que nos diz "comparei cuidadosamente as doutrinas de Jacob Behmen com as do Oriente, tal como a preservada na "Doutrina Secreta" e na liturgia religiosa do Oriente e observei uma enorme harmonia entre elas, no que concerne a seu significado esotérico. De fato, a religião de Buda, Krishna e Cristo a mim me parece única e idêntica". Vale a pena observar que os mestres citados por Hartman eram todos possuidores de Consciência Cósmica, embora ele nada soubesse sobre este estado mental específico. 

Richard Maurice Bucke em, Consciência Cósmica
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey